domingo, julho 30, 2006
sábado, julho 29, 2006
GRRRRRRRR!!!
E quando um motociclista louco resolve não reparar no automóvel tranquilamente estacionado à porta de uma qualquer casa de Vendas Novas e, por volta das nove e meia da noite, passa por cima do veículo levando-lhe uma parte considerável da frente?
A parte do sr. ter ficado consideravelmente mal, o aparato surreal nos momentos seguintes com Ambulância, GNR e Bombeiros, vizinhos por todo o lado, medições de carro, estrada, etc, foi tudo o que se pode querer para um episódio do CSI Miami.
Mas foi real mesmo, à porta de nossa casa e ainda por cima danificando gravemente o carro com o qual, por acaso, até íamos de férias na 2ª feira!!
Fuck!!!
A parte do sr. ter ficado consideravelmente mal, o aparato surreal nos momentos seguintes com Ambulância, GNR e Bombeiros, vizinhos por todo o lado, medições de carro, estrada, etc, foi tudo o que se pode querer para um episódio do CSI Miami.
Mas foi real mesmo, à porta de nossa casa e ainda por cima danificando gravemente o carro com o qual, por acaso, até íamos de férias na 2ª feira!!
Fuck!!!
quarta-feira, julho 26, 2006
domingo, julho 23, 2006
Os dentistas são como as cabeleireiras!
Ainda me lembro de ir à cabeleireira só para cortar as pontas e sair de lá quase careca; nunca percebi muito bem este fenómeno, mas julgo que seria para justificar o dinheiro que nos cobravam: "Foi caro, mas pelo menos vê-se que fui cortar o cabelo!"

Pois bem, o mesmo se passa actualmente com os dentistas: queixei-me de uma "moinha" num dente e saí de lá sem três quartos desse mesmo dente e com a desagradável sensação, de há três dias para cá, de que todas as iguarias têm como ingrediente principal massa de tapar buracos nos dentes!
Imaginem se o dente me doesse a valer!
sexta-feira, julho 14, 2006

O calor derreteu as minhas últimas células cerebrais trabalhadoras. Perdi por completo a pouca energia que ainda tinha neste louco final de ano lectivo. Levantar um braço neste momento equivale a uma aula de musculação.
Opção: Não me mexer e esparramar-me no sofá. Mas não é fácil!
Agora percebo tão bem porque razão em África anda tudo nu e o trabalho é quase nulo. É impossível fazer alguma coisa que exija algum tipo de movimento com este calor infernal!
Pronto, foi só um desabafo!
Agora, só um pouquinho de Mia Couto para refrescar a cabeça e a tarde!
"Um macaco passeava-se à beira de um rio, quando viu um peixe dentro de água. Como não conhecia aquele animal, pensou que estava a afogar-se. Conseguiu apanhá-lo e ficou muito contente quando o viu aos pulos, preso nos seus dedos, achando que aqueles saltos eram sinais de uma grande alegria por ter sido salvo. Pouco depois, quando o peixe parou de se mexer e o macaco percebeu que estava morto, comentou - que pena eu não ter chegado mais cedo!"
Mia Couto
quarta-feira, julho 12, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
Mudando de assunto ou "Sentimento Ulceroso Pós-Mundial"
O sentimento ulceroso não é meu, mas sim do contador de "estórias" que tão bem reinventa a escrita. “O Mendigo Sexta-feira Jogando no Mundial” é uma das missangas de um fio de alguns contos encantarolados (o “encantarolados” é meu!) de Mia Couto.
"Lhe concordo, doutor: sou eu que invento minhas doenças (...).
Desta feita, porém, é diferente. Pois eu, de nome posto de Sexta-Feira, me apresento hoje com séria e verídica queixa. Venho para aqui todo desclaviculado, uma pancada quase me desombrou. Aconteceu quando assistia ao jogo do Mundial de Futebol. Desde há um tempo, ando a espreitar na montra do Dubai Shoping, ali na esquina da Avenida Direita. É uma loja de têvês, deixam aquilo ligado na montra para os pagantes contraírem ganas de comprar. Sento-me no passeio, tenho meu lugar cativo lá. (...). É ali no passeio que assisto futebol, (...). Só há ali um no entanto, doutor. É que sou atacado de um sentimento muito ulceroso enquanto os meus olhos apanham boleia para a Coreia do Sul. O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (...) "
In: "O Mendigo Sexta-Feira Jogando no Mundial", Fio das Missangas, Mia Couto, 2004
In: "O Mendigo Sexta-Feira Jogando no Mundial", Fio das Missangas, Mia Couto, 2004