Os Velhos do Jardim
Manuel Maria Carrilho promete táxi social gratuito para os idosos (o que quer que isso seja…).
O que será dos velhos do jardim, se Manuel Maria Carrilho, o candidato-marido, ganhar a Câmara de Lisboa? Vão passar a andar no “laréu”!
O que será dos velhos do jardim, se Manuel Maria Carrilho, o candidato-marido, ganhar a Câmara de Lisboa? Vão passar a andar no “laréu”!
Os Velhos do Jardim
Carlos Tê / Rui Veloso
Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;
Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.
Depois, chamam os pombos…
De pão e milho dão festins
E os pombos falam com eles
Na língua dos querubins.
Quando a tarde se despede,
Voltam de novo a ser velhos;
Seguem o rasto do sol,
No lago feito de espelhos
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.
O dia vai-se acabando
No seu lento e frio afago,
Um dia vão subir ao céu
Montados nos cisnes do lago.
Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.
11 Comments:
Passam a jogar às cartas dentro dos táxis! Tb não é mau e sempre admiram as vistas!
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Snail, at 11:47 da tarde
Possivelmente os jardins irão ficar mais sós do que estão. Que é das crianças a brincarem frequentemente nos jardins públicos? Que é das pessoas menos idosas que têm tempo ou lhes passa pela cabeça sentarem-se num banco desses jardins a olhar em redor, saborear a fresca brisa ou a sentir o aroma que exala no ar?
São outros tempos...é o chamado progresso... senhores!
Ah progresso,ah poder,ah votos, a quanto obrigas!
O poema é bonito. Gostei.
Bjs
Ah pode
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Anónimo, at 12:27 da tarde
Por mim, o Carrilho pode apanhar um taxi social e dar de frosques com a sua Babá. Não há paciência.
Beijinhos
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Carla Motah, at 5:07 da tarde
Snail e Carla, aí estão duas boas ideias! Banana, esta letra tem, de facto, o seu "quê"; aliás, para mim, todas as letras do Carlos Tê são muito bonitas.
Beijinhos para as três.
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Cotovia, at 6:15 da tarde
Ó Carla Mota, onde está a solidariedade profissional? A cascar num colega professor e respectiva esposa?! Então?!
Quanto ao poema... é mesmo de Cotovia!!!
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Anónimo, at 2:33 da tarde
Olha q'esta!!! O(a) amigo(a) "anonymous", além de dizer que o poema é de cotovia, esqueceu-se do "h" em "Motah"; quererá com isto mostrar que, talvez, não seja assim tão "anonymous"?
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Cotovia, at 6:13 da tarde
Podem andar no "laréu" nos dias chuvosos e voltar aos jardins quando o sol espreitar...
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Pantera Cor-de-Rosa, at 7:50 da tarde
"Anonymous" ou não, eis a questão!
Bjs a todos.
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Anónimo, at 10:14 da manhã
Amiga "Anonymous" (atente-se no amiga), acho que já te descobri(afinal foram muitas horas passadas no "Bar Velho"; de qualquer forma, se eu estiver enganada, podes sempre clicar no "Other" e dar mais umas pistas. Beijinhos e sê bem-vinda ao nosso blog.
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Cotovia, at 10:47 da tarde
Bem... arrojada esta aplicação do feminino! A seu tempo veremos se é também correcta.
Não sei se será da idade, mas não tenho ideia nenhuma de "Bar Velho". O que é isso? Alguém me pode dar uma achega?
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Anónimo, at 10:02 da manhã
Neutro, "Bar Velho" não te diz nada? E "Bar Novo"? ops... se calhar enganei-me :(
Mas continua a participar.
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Cotovia, at 7:29 da tarde
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