"Lamechices" de namorados

Bebezinho do Nininho-ninho:
Oh!
Venho só quevê pâ dizê ó Bebezinho que gotei muito da catinha dela. Oh!
E também tive munta pena de não tá ó pé do Bebé pâ le dá jinhos.
Oh! O Nininho é pequenininho!
Hoje o Nininho não vai a Belém porque, como não sabia se havia carros, combinei tá aqui às seis ho'as.
Amanhã, a não sê qu'o Nininho não possa é que sai daqui pelas cinco e meia. (desenho de uma meia) (isto é a meia das cinco e meia).
Amanhã o Bebé espera pelo Nininho, sim? Em Belém, sim? Sim?
Jinhos, jinhos e mais jinhos.
Fernando.
In: Cartas de Amor, Fernando Pessoa
Até os grandes poetas deixam de saber escrever, portanto: muito cuidado com o Cupido!
7 Comments:
É verdade, espero que não seja caso para os castigadores da parvoíce.
Beijinhos.
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Carla Motah, at 2:21 da tarde
Como ficamos tontos quando apaixonados! Mas esta carta do "Nandinho" é linda de tão disparatada!
Todas as cartas de amor são ridículas ou não seriam cartas de amor!Foi ele mesmo que disse algo semelhante a isto não foi? Tem toda a razão!
Só por hoje, ou se calhar para toda a vida, vamos ser ridículos!
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Snail, at 7:03 da tarde
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
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Cotovia, at 7:23 da tarde
Snail, era o "Nandinho" quando se transfigurava de "Álvinho"!
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Cotovia, at 7:25 da tarde
Esta carta de Pessoa é, realmente, deliciosa!
Bjs
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Pantera Cor-de-Rosa, at 7:28 da tarde
Ah! Só podia ser o meu "Alvinho"! Sabes que eu gosto ainda mais dele do que do "Nandinho"!
Bjs
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Snail, at 2:25 da tarde
É por estas e por outros que eu não gosto nada do "esticadinho"!
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Anónimo, at 1:08 da tarde
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